sábado, 19 de maio de 2007

A Saga do Ser de Luz!

(Marcello Gazzola)


Ela chegou do espaço como quem sabia e assim
Sorriu para mim, em meio ao deserto de janelas
Ela, as estrelas e o resto
Disse que os anjos falaram que aqui faltavam cores
Só precisava plantar flores, e ensinar tudo de novo
A esse povo, do universo
E girou para mim todo o resto do mundo, esquecido
Falou que não mais se lembrava de onde havia partido

Mas perguntou se eu queria ir com ela, viajar
Pra gente se pôr, espalhar no amor dos homens
E na paz dos olhos, perfurados pela luz de vela lunar

Não entendi, mas resolvi que queria ir
Foi o dia em que me descobri diferente
E então me tornei reluzente, e cresci
Aprendi a ver e usar minhas asas
Que sempre estiveram ali
Reconheci minha forma alada
Não sei de onde, não sei de quando
Raios saíram de minhas asas douradas,
Majestosas e viris - um ser luminoso planando

Enquanto voava, lembrei minha antiga missão

Estiquei os braços e sementes caíram de minhas mãos
Replantamos as pessoas e o sol nasceu diferente

Agora vamos juntos, que já podemos partir
Voltar pras estrelas, de onde viemos, no fundo
Obrigado por ter me lembrado que não sou eu desse mundo

Voltemos pra falar com os anjos
Nossos irmãos, que já não está mais escuro
Pro espaço voltei, pra brilhar contigo, o futuro
Essa face re-conhecida do ser astral de luz!

Mas ainda não me sinto realizado e completo
Acho que ainda tem muito mais
Mistérios que o universo me guarda
Aguardam, a serem descobertos!
Quem sabe num buraco negro aberto
Enigmas do tempo de “astronautas” do espaço
Quero alcançar a misteriosa fonte da vida
Para então reoriginá-la sobre a corrompida

Quero ser envolvido pela luz maior
Em gozo cósmico, avançará a bruma
Até que tudo suma
E eu me tornarei atemporal
Um som sideral e uma melodia uníssona total

Germinam astros estelares em meu passar
Milhares de riscos e traços brilhantes
De minhas asas saem raios cintilantes
Deixo buracos! Velocidade da luz! Velocidade da luz!

Estico os braços e tento alcançar
Me esforço, me distorço - irei até a morte para ver a luz!
E eu continuo com força, tentando me aproximar
Meus olhos branqueiam
Minha pele desfaz-se
Minhas asas se cortam
Meu corpo transforma-se
E se junta, encerrando minha imagem disforme

Um ganido demoníaco e aterrador!
Espirais concêntricos se desfazem!
Há confusão nos complexos paralelos!
Caos! Convulsão! Desordem! E então...

Um grito
Uma explosão

Um segredo sussurrado ecoando pelo ex-espaço.


(Quem precisa de drogas quando se tem uma imaginação dessas hein? ;D hahahahahahah!!)

1 comentário(s):

Louie disse...

LSD ficou até com inveja agora, putz. He he, gostei do poema ;*