terça-feira, 29 de maio de 2007

Anoiteça


Minha alma convive em harmonia
Com a morte que se aproxima cada dia
E tudo ao lado se esvai...
Pra onde a vida agora vai?
Foge desse corpo onde vive em nostalgia
Que eu não quero mais nada do que vivia
Hoje já não faço nada do que fazia
Pela vida passo, sou a sombra d'alegria
Jogar-me-ei do prédio
Matar-me-ei por tédio
Salve-me quem puder
Salve-me quem quiser
Pois já nem me importa mais
Tudo o que no mundo se faz
Poderia comprar uma passagem só de ida
Pra escadaria aos céus, e longe dessa vida
Viajar pra infinita fonte
E a morte/sorte que me corte
Ao meio ou num monte
Que não ligo, meu amigo
Pro que acontece comigo
Pro que acontece.
Me esquece.
Anoitece.

1 comentário(s):

Louie disse...

Esse poema é um dos meus preferidos, você sabe : )

"Jogar-me-ei do prédio
Matar-me-ei por tédio
Salve-me quem puder
Salve-me quem quiser".